segunda-feira, 2 de maio de 2011
Trabalho
Percepções de trabalho
"Para aumentar o seu poder sobre a natureza, o homem passa a utilizar instrumentos, acrescenta meios artificiais de ação aos meios naturais de seu organismo multiplicando-se enormemente a capacidade do trabalho humano de transformar o próprio homem. "
Esse e um trecho da teoria Marxista onde Karl Marx fala seus pensamentos perante ao trabalho, O marxismo foi utilizado desvirtuadamente como base para as doutrinas oficiais utilizadas nos países socialistas, nas sociedades pós-revolucionária.
"Esta pesquisa investigou as percepções de trabalho e significações de carreira de profissionais que faziam parte do quadro funcional da Cooperativa Agroindustrial Alegrete Ltda; assim, através do estudo de casos representativos de uma determinada classe de trabalhadores, objetivou identificar áreas ou focos nos quais deveriam ser introduzidas melhorias e/ou correções, visando à satisfação dos funcionários, um aumento de seus níveis de motivação para o trabalho e, conseqüentemente, um aumento no índice de qualidade nos serviços prestados aos clientes. A amostra foi composta por 6 homens e 6 mulheres, destes 3 de cada sexo estavam na empresa a menos de 5 anos e 3 de cada sexo eram funcionários a mais de 10 anos; todos possuíam remuneração mensal inferior a R$800,00. Os dados foram coletados através de entrevistas individuais. Estas entrevistas abordaram seu histórico de percepções relacionadas ao trabalho, influência da chefia na visão de trabalho, motivação para o trabalho, planejamento de carreira e comprometimento organizacional. As informações foram analisadas através do método qualitativo fenomenológico. Obtiveram-se categorias descritivas e compreensivas tais como: as significações de trabalho que as histórias de vida produzem e as diversas dimensões do comprometimento organizacional frente ao tempo de permanência do sujeito na empresa. Os resultados mostraram padrões de comportamento, em sua maioria, não condizentes com cisões por idade, sexo ou tempo de estabilidade."
segunda-feira, 28 de março de 2011
A tragédia dos comuns
Qual é a relação entre o esgotamento dos cardumes de peixes oceânicos de grande consumo, o efeito estufa e a conta do restaurante, costumeiramente alta, de uma mesa grande? Parecem situações sem qualquer relação uma com a outra. Mas nos três casos, a impossibilidade de controlar os excessos dos outros participantes faz com que, individualmente, seja racional ser esbanjador ou abusivo. Embora, como um todo, o grupo saia perdendo. Esses três exemplos, e muitos outros, fazem parte de um fenômeno conhecido como a tragédia dos comuns, tradução do original em inglês, Tragedy of the Commons. O nome é o mesmo do famoso artigo do biólogo americano Garret Hardin, publicado em 1968. O sentido clássico da palavra tragédia diz respeito a impossibilidade de, uma vez em movimento, se alterar o curso dos acontecimentos. Nas tragédias gregas, o fim terrível é antevisto, mas nada pode ser feito para evitá-lo. Gardin identificou uma classe de situações que está por trás de grande parte dos problemas ambientais que vivemos. Toda vez que um recurso natural é aberto, a competição pelo mesmo leva a um final sinistro: o seu esgotamento. A imagem que ele usa é a de um pasto público. Os donos dos animais que ali se alimentam têm o interesse comum de preservá-lo. Mas como a entrada é totalmente livre, individualmente, estão impedidos de barrar os outros. O benefício de cada animal a mais no pasto é do seu dono, mas o custo que ele gera é dividido por todos. De forma suicida, todos os usuários do pasto são levados a trazer o maior número de animais possível. E deixam que comam sem limite, até que o pasto acabe. O efeito estufa não passa do "excesso de uso" da atmosfera como depósito de gases que provocam aquecimento, além da sua capacidade de dissipação. Encaixa-se perfeitamente na tragédia dos comuns. A pesca em excesso, idem. E muitos outros, como o desmatamento de florestas públicas, ou o lixo que as pessoas jogam na areia da praia, coisa que não repetem em casa. Outro exemplo é o excesso de densidade nas favelas, onde, uma vez feita e consolidada a invasão, o acesso à terra e a expansão vertical costumam ser livres. Até os engarrafamentos de trânsito podem ser vistos sob esse prisma. Hardin, um neomalthusiano, via com especial preocupação a aplicação do conceito ao crescimento da população do planeta. As famílias não levam em conta a capacidade de suporte do planeta quando escolhem o número de filhos. Com o rápido crescimento populacional do século XX, o resultado seria a superpopulação da Terra. O que, segundo ele, só poderia ser evitado com medidas severas de controle de natalidade. Felizmente, a história recente mostra que o crescimento populacional despenca com a urbanização e o progresso econômico. As mulheres modernas têm mais o que fazer do que trocar fraldas. Existem algumas soluções para a tragédia dos comuns. As duas melhores são limitar o acesso a uma comunidade pequena de usuários, que se auto governa, ou privatizar o recurso. Nessa última, a conservação passa a ser do interesse do dono, cujo incentivo é maximizar o valor dos seus bens. Uma terceira é criar uma agência regulatória. Mas, em geral, a agência acaba distante do problema e, por isso, cria um excesso de regras e burocracia. Isso, se não for frequentemente teleguiada pelos lobistas da indústria que supervisiona. A tragédia dos comuns é uma versão coletiva de um problema básico da chamada teoria dos jogos: o dilema dos prisioneiros. A história é assim. Dois criminosos são presos por um delito leve, como roubar uma carteira. Mas a polícia desconfia que também estejam envolvidos em um assassinato. Eles são colocados em celas separadas. Cada um recebe a oferta de uma pena reduzida se denunciar o companheiro. O melhor para os dois é ficar quieto. Mas como não sabem nem têm controle sobre o que o outro vai fazer, acabam se traindo. O resultado é o pior possível, uma pena alta para ambos. Mais próximas dessa versão minimalista estão as pequenas armadilhas do dia-a-dia. Nos prédios e condomínios, onde o serviço de água é cobrado numa conta comum, ninguém presta muita atenção às torneiras. Por que economizar, se você não sabe o que está acontecendo na casa do vizinho? Se a luz do hall de cada andar também for comum, o problema se repetirá. Ela estará sempre acesa. E, no fim do ano, a conta daquela mesa enorme, que reúne amigos que pouco se vêem, será altíssima. Por que ser comedido e escolher com cuidado se, na outra ponta, o amigo de um amigo parece estar bebendo do fino e comendo camarão? As 09:24 28/03/11 |
Darwinismo social
Darwinismo social
Darwinismo social é a forma como é conhecida, atualmente, a tentativa de se aplicar o darwinismo para sociedades humanas.
A teoria de Charles Darwin foi uma construção de pensamento que explica a diversidade de espécies de seres vivos através da evolução e da seleção natural. No entanto, algumas pessoas acreditavam (especialmente no século XIX) que a sociedade humana também ocorreria nesses moldes.
De acordo com esse pensamento, existiriam características biológicas e sociais que determinariam que uma pessoa é superior à outra e, que, as pessoas que se enquadrassem nesses critérios seriam as mais aptas. Geralmente, alguns padrões determinados como indícios de superioridade em um ser humano seriam o maior poder aquisitivo, habilidade nas ciências humanas e exatas em detrimento das outras ciências como a arte por exemplo, e a raça da qual ela faz parte.
Um conjunto de pensadores atribuem a fonte do darwinismo social ao próprio Darwin, que em sua obra: A Origem do Homem, havia aplicado o darwinismo ao mundo social. Nesta obra, Darwin se ocupa da evolução humana e ao fazê-lo aplica os mesmos critérios que utiliza em A Origem das Espécies. A partir desta constatação, tais pensadores passaram a perceber que as teses que caracterizam o darwinismo social já se encontram no próprio Charles Darwin.
Guerra na Líbia
Darwinismo social pode ser ligado a guerra que está ocorrendo na Líbia, onde os países desenvolvidos como EUA e França estão atacando a Líbia com o suposto interesse de democratizar a Líbia, que hoje vive uma ditadura. Sendo visto a Líbia como um ser fraco e os EUA e França como os forte, onde o forte domina o mais fraco. Mas no lado econômico essa guerra é apenas visando o petroleo do país, pois a Líbia é uma grande exportadora de petroleo e possui grandes reservas, e com as grandes potências estão dominando a batalha provavelmente irão ganhar a guerra e terão privilegios na compra do petroleo.
Darwinismo social é a forma como é conhecida, atualmente, a tentativa de se aplicar o darwinismo para sociedades humanas.
A teoria de Charles Darwin foi uma construção de pensamento que explica a diversidade de espécies de seres vivos através da evolução e da seleção natural. No entanto, algumas pessoas acreditavam (especialmente no século XIX) que a sociedade humana também ocorreria nesses moldes.
De acordo com esse pensamento, existiriam características biológicas e sociais que determinariam que uma pessoa é superior à outra e, que, as pessoas que se enquadrassem nesses critérios seriam as mais aptas. Geralmente, alguns padrões determinados como indícios de superioridade em um ser humano seriam o maior poder aquisitivo, habilidade nas ciências humanas e exatas em detrimento das outras ciências como a arte por exemplo, e a raça da qual ela faz parte.
Um conjunto de pensadores atribuem a fonte do darwinismo social ao próprio Darwin, que em sua obra: A Origem do Homem, havia aplicado o darwinismo ao mundo social. Nesta obra, Darwin se ocupa da evolução humana e ao fazê-lo aplica os mesmos critérios que utiliza em A Origem das Espécies. A partir desta constatação, tais pensadores passaram a perceber que as teses que caracterizam o darwinismo social já se encontram no próprio Charles Darwin.
Guerra na Líbia
Darwinismo social pode ser ligado a guerra que está ocorrendo na Líbia, onde os países desenvolvidos como EUA e França estão atacando a Líbia com o suposto interesse de democratizar a Líbia, que hoje vive uma ditadura. Sendo visto a Líbia como um ser fraco e os EUA e França como os forte, onde o forte domina o mais fraco. Mas no lado econômico essa guerra é apenas visando o petroleo do país, pois a Líbia é uma grande exportadora de petroleo e possui grandes reservas, e com as grandes potências estão dominando a batalha provavelmente irão ganhar a guerra e terão privilegios na compra do petroleo.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Sociologia estuda o comportamento do homem na sociedade para melhor organização do estado estudam o comportamento do homem de sua epóca, é o conhecimento das culturas atuais.Compreender as diferentes sociedades e culturas é um dos objetivos da sociologia, basicamente a sociologia nada mais é que o estudo do pensamento do homen na sociedade que vive.
De acordo com o pensamento de Maxe Weber o fato social movem o povo infuênciado pela história onde o povo se orienta através da ação dos demais, como exemplo podemos tirar uma manifestação no qual a partir de um fator social move as ésspas que se aproveitam dos recursos existentes no caso internet, redes sociais, para ...(continua)
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
A democracia
Recentemente, em conversa com amigos, em uma discussão sobre a democracia, seu papel em nossa sociedade, sua força de representação e a manipulação da mesma através dos órgãos que a dizem representantes concluímos que aquilo que deveria consistir em “força” e representação legítima das aspirações da maioria, acabava por se transformar no discurso de uma classe minoritária, que através de engenhosos mecanismos e a subestimação de ação e consciência da população, o discurso democrático, era senão, a maior força de manipulação da mesma. Como isto é possível? Que meios permitem tamanha distorção e inversão de propósitos?
Ao que nos parecia, todas as idéias eram muito claras, porém, ao tentarmos expô-las e esclarecê-las é que percebemos que acabávamos, de certa forma, engendrados nos mesmos mecanismos. Como poderíamos caracterizar uma democracia representativa onde o voto é obrigatório? No meu ponto de vista este parece ser o maior ponto contraditório de nossa “representação”.
Como trabalhadores do estado, seja da educação, da saúde ou de qualquer outro setor, ao efetuarem um movimento de passeata, ao exercerem o maior direito democrático de nosso país, a “liberdade” de expressão e manifestação, vêem seus propósitos serem rebatidos por um discurso do Estado feito de balas de borracha, cacetetes e gás lacrimogêneo, no qual, por parte do Estado, não foram articuladas palavras, idéias e muito menos propósitos, apenas a repressão ao direito da manifestação?
infelizmente ainda tive o desprazer de ouvir o discurso de alguns policiais que faziam a representação da polícia na TV e em algumas rádios, no qual afirmavam que manifestações deste tipo traziam à tona as aspirações da “época de ouro” da repressão, durante a Ditadura. Esta foi demais para o meu mínimo de intelecto e era subestimar ainda mais a consciência da maioria de explorados deste país!
O que faz emergir estas aspirações é senão o próprio ato de repressão da polícia e nunca a manifestação dos populares. O Estado cura a doença, matando o doente?
Ao efetuar seu voto, escolhendo um representante legítimo de seu país, você está exercendo a democracia, mas o que, de certa forma, não levamos em conta é que escolhemos “um” entre “alguns” que já foram escolhidos previamente e que representam uma classe minoritária sempre! Esta aí nossa História, maior comprovadora dos fatos de nossa realidade que vem apenas confirmá-la. O que você escolhe é o que já foi anteriormente escolhido, restando a você a escolha daquele que julga “menos mal” entre todos. Representação popular? Que nada. O povo existe para a sustentação da máquina, sem que possa nela interferir, a manutenção é do Estado que, por sua vez, nada mais é do que o instrumento usado pela minoria responsável pelas desigualdades tão gritantes.
O que vem contestar o status quo da nossa sociedade de marginalizados, como o exemplo do Movimento dos Sem-Terra, fica sendo, através de manobra dos meios de comunicação, inimigo da mesma, que, ao invés de buscar compreender e justificar sua opinião de uma forma esclarecedora, adota o discurso da minoria, pois é o que dizem os “tablóides governamentais”, a exemplo da matéria publicada pela revista “VEJA” com o título de “Tática da Baderna” a respeito do mesmo MST. A prática da adoção do discurso da minoria é um dos grandes comprovadores da inversão do discurso democrático em nosso país, afinal você pensa como uma minoria pertencendo a uma maioria, mas da qual você quer se ver distante o mais rápido possível! Estou falando a verdade ou não? Gostaria de que se tratasse de um equívoco, mas ao percebermos a realidade intelectual à nossa volta é que se percebe a veracidade da afirmação que escrevo. Quantos exemplares de revistas semanais com fotos e artigos sobre a alta sociedade em algumas “ilhas” por aí, são vendidos? E se compararmos com o número de vendas de revistas sobre discussões político-democráticas sérias e realmente aliadas à análise séria da sociedade como um todo (e não me venha com VEJA!)? Percebemos que consomem-se muito mais fotos de pessoas “ilustres” e matérias sobre estilos de vida “banais” do que artigos comprometidos com a seriedade política de nossa nação. A realidade do intelecto da maioria em nosso país, pertence ao futuro dos personagens da novela das oito, ou sobre a vida de determinado pagodeiro ou sertanejo, que espalham por aí sua “caridade”, palavra de ordem no meio artístico ultimamente.
No país das “bundas” e dos “cacetetes” a democracia é o discurso da desigualdade onde todos são iguais até o momento que não se conteste a ordem. Uma nação onde a população embebida de “futebol e cachaça governamental” não percebe seu papel dentro da força transformadora e ainda pensa e age como uma minoria. País este que certa vez foi chamado por um dos embaixadores presentes na ONU de “prostíbulo do primeiro mundo”, que ao menos deveria aumentar o preço de cada serviço deste prestado, não restando ao seu povo pagar o final da conta.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
o homem é livre para escolher o seu destino?
O homem é livre para escolher o seu destino?
A liberdade do homem é um direito que se luta muito para conquistar-se, mas será que todos podem exercer desse direito? Temos plena consiencia do que estamos fazendo? Nossas escolhas nao mudam somente nossas vidas mas sim de todos a nossa volta.
Perante a religião católica todos somos livres para escolher nosso destino, livre arbítrio.
Visões filosóficas do livre-arbítrio
Há várias visões sobre a existência da "liberdade metafísica", isto é, se as pessoas têm o poder de escolher entre alternativas genuínas.
Determinismo mecanicista e o determinismo teleológico são doutrinas que afirmam serem todos os acontecimentos, inclusive vontades e escolhas humanas, causados por acontecimentos anteriores ou posteriores, ou seja, o homem é destituído de liberdade de decidir e de influir nos fenômenos em que toma parte. O determinismo mecanicista e o determinismo teleológico rejeitam a idéia que os homens têm algum livre-arbítrio.
Em oposição a esses dois tipos de determinismo encontramos o libertarianismo, posição que defende que os indivíduos têm livre-arbítrio pleno e, por isso, rejeita o determinismo. Indeterminismo é uma forma de libertarianismo que defende a visão que as pessoas têm livre-arbítrio, e que ações apoiadas no livre-arbítrio são efeitos sem causas. Mas há os que crêem que ao invés da volição ser um efeito sem causa, defendem que o livre arbítrio e a ação do agente sempre produz o evento. Esse último conceito é mais usado em economia. (agency theory)
Entre os libertários encontramos Thomas Reid, Peter van Inwagen e Robert Kane.
É bom notar que o libertarianismo, a teoria metafísica da qual falamos acima, é algo distinto do libertarismo discutido em filosofia política, ciência política e economia. Em inglês as duas coisas são denominadas com o mesmo nome, libertarianism, e isso pode ser fonte de confusões. É por isso que alguns autores de língua inglesa utilizam a palavra voluntarism (voluntarismo) para falar do libertarianismo.
Compatibilismo é a visão que o livre-arbítrio emerge mesmo em um universo sem incerteza metafísica. Compatibilistas podem definir o livre-arbítrio como emergindo de uma causa interior, por exemplo os pensamentos, as crenças e os desejos. Seria resumidamente o livre-arbítrio que respeita as ações, ou pressões, internas e externas. A filosofia que aceita tanto o determinismo quanto a liberdade de escolhas é chamada de “soft determinism”, expressão cunhada por William James para designar o que hoje chamamos de livre-arbítrio compatibilista.
Incompatibilismo é a visão que não há maneira de reconciliar a crença em um universo determinístico com um livre-arbítrio verdadeiro.
Entre os compatibilistas encontramos Thomas Hobbes e David Hume.
A liberdade do homem é um direito que se luta muito para conquistar-se, mas será que todos podem exercer desse direito? Temos plena consiencia do que estamos fazendo? Nossas escolhas nao mudam somente nossas vidas mas sim de todos a nossa volta.
Perante a religião católica todos somos livres para escolher nosso destino, livre arbítrio.
Visões filosóficas do livre-arbítrio
Há várias visões sobre a existência da "liberdade metafísica", isto é, se as pessoas têm o poder de escolher entre alternativas genuínas.
Determinismo mecanicista e o determinismo teleológico são doutrinas que afirmam serem todos os acontecimentos, inclusive vontades e escolhas humanas, causados por acontecimentos anteriores ou posteriores, ou seja, o homem é destituído de liberdade de decidir e de influir nos fenômenos em que toma parte. O determinismo mecanicista e o determinismo teleológico rejeitam a idéia que os homens têm algum livre-arbítrio.
Em oposição a esses dois tipos de determinismo encontramos o libertarianismo, posição que defende que os indivíduos têm livre-arbítrio pleno e, por isso, rejeita o determinismo. Indeterminismo é uma forma de libertarianismo que defende a visão que as pessoas têm livre-arbítrio, e que ações apoiadas no livre-arbítrio são efeitos sem causas. Mas há os que crêem que ao invés da volição ser um efeito sem causa, defendem que o livre arbítrio e a ação do agente sempre produz o evento. Esse último conceito é mais usado em economia. (agency theory)
Entre os libertários encontramos Thomas Reid, Peter van Inwagen e Robert Kane.
É bom notar que o libertarianismo, a teoria metafísica da qual falamos acima, é algo distinto do libertarismo discutido em filosofia política, ciência política e economia. Em inglês as duas coisas são denominadas com o mesmo nome, libertarianism, e isso pode ser fonte de confusões. É por isso que alguns autores de língua inglesa utilizam a palavra voluntarism (voluntarismo) para falar do libertarianismo.
Compatibilismo é a visão que o livre-arbítrio emerge mesmo em um universo sem incerteza metafísica. Compatibilistas podem definir o livre-arbítrio como emergindo de uma causa interior, por exemplo os pensamentos, as crenças e os desejos. Seria resumidamente o livre-arbítrio que respeita as ações, ou pressões, internas e externas. A filosofia que aceita tanto o determinismo quanto a liberdade de escolhas é chamada de “soft determinism”, expressão cunhada por William James para designar o que hoje chamamos de livre-arbítrio compatibilista.
Incompatibilismo é a visão que não há maneira de reconciliar a crença em um universo determinístico com um livre-arbítrio verdadeiro.
Entre os compatibilistas encontramos Thomas Hobbes e David Hume.
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